Saúde Infantil

    Coqueluche: sintomas, tratamento com antibióticos e prevenção

    DR

    Dr. Rafael Santos

    Pediatra — CRM 45678

    21 Abr 20267 min de leitura
    Revisado por Dr. Rafael Santos Pediatra — CRM 45678
    Coqueluche: sintomas, tratamento com antibióticos e prevenção

    A coqueluche (ou pertussis, ou "tosse convulsa") é uma infecção bacteriana altamente contagiosa das vias respiratórias, causada pela bactéria Bordetella pertussis. É conhecida pelo som característico — o "guincho" (whoop) ao inspirar após um acesso de tosse. Em adolescentes e adultos saudáveis, a doença é desconfortável mas raramente fatal. Em bebês abaixo de 6 meses, porém, a coqueluche pode ser fatal.

    A coqueluche está relacionada à tosse:

    A coqueluche está relacionada à tosse como sua manifestação central — é literalmente chamada de "tosse convulsa" pela intensidade dos acessos. Os acessos de tosse são paroxísticos: sequências de 5 a 20 tosses rápidas, sem pausa para respirar, seguidas do "guincho" característico ao inspirar. Os acessos podem terminar em vômito e deixar a criança exausta.

    A coqueluche é tratada com antibióticos:

    A coqueluche é tratada com antibióticos — especificamente azitromicina (de escolha por 5 dias) ou claritromicina (por 7 dias) ou eritromicina (por 14 dias). O tratamento precoce (fase catarral — primeiras 2 semanas) é mais eficaz: reduz a duração e gravidade dos sintomas e diminui o período de contágio.

    Após a fase paroxística (quando a tosse já está intensa), os antibióticos diminuem o contágio mas têm pouco efeito sobre os sintomas, que podem persistir por 6 a 10 semanas — daí o apelido "tosse dos 100 dias".

    Os antibióticos tratam a coqueluche:

    Os antibióticos tratam a coqueluche bacteriana. Isso é importante porque diferencia a coqueluche de outras causas de tosse: a asma, o crupe e o refluxo não requerem antibióticos; a coqueluche e a faringoamigdalite estreptocócica requerem.

    A coqueluche também é prevenida pelos antibióticos quando usados como profilaxia em contatos domiciliares de casos confirmados — especialmente bebês e gestantes no 3º trimestre.

    Fases da coqueluche:

    1. Fase catarral (1-2 semanas): parece resfriado comum — coriza, febre leve, tosse leve. Altamente contagiosa.
    2. Fase paroxística (2-6 semanas): acessos característicos de tosse + guincho, vômito pós-tosse.
    3. Fase de convalescença (semanas a meses): tosse gradualmente reduz em frequência e intensidade.

    Complicações graves em bebês:

    Em bebês abaixo de 6 meses (antes de completar a vacinação), a coqueluche pode causar: apneia (parada respiratória), pneumonia, convulsões, encefalopatia e morte. É uma emergência pediátrica.

    Prevenção com vacina:

    A vacina DTP (Difteria, Tétano, Pertussis) ou DTPa (versão acelular) é a principal forma de prevenção. O calendário básico inclui:

    • 2, 4 e 6 meses de vida
    • Reforço aos 15 meses e entre 4-6 anos
    • Gestantes: vacina dTpa no 3º trimestre — protege o bebê por anticorpos maternos até ele ser vacinado

    Teleconsulta para coqueluche:

    A teleconsulta com pediatra é adequada para avaliação inicial e prescrição de antibióticos em casos não complicados. Bebês abaixo de 6 meses com suspeita de coqueluche devem ser avaliados presencialmente com urgência.

    Consulte pediatra online pela Pro Life — 24h para suas dúvidas sobre as crianças.

    Referências:

    • Sociedade Brasileira de Pediatria. Manual de Imunizações. 2023.
    • WHO. Pertussis vaccines: WHO position paper. 2015.

    Aviso: Este conteúdo é informativo e não substitui consulta médica. Em caso de sintomas, procure um profissional de saúde.

    Revisado por Dr. Rafael Santos Pediatra — CRM 45678

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